Anticoncepcionais
Anticoncepcional é um método que evita a gestação indesejada. O anticoncepcional pode ser hormonal ou não hormonal.
Os métodos hormonais podem ser utilizados para outras finalidades além da anticoncepção, como por exemplo a diminuição da oleosidade da pele e do couro cabeludo, a regularização do ciclo menstrual, diminuição do fluxo menstrual, a melhora dos sintomas pré menstruais como cólicas, irritabilidade, sensibilidade, inchaço, além do tratamento da síndrome dos ovários policísticos.
A introdução de um método anticoncepcional hormonal deve ser orientada e acompanhada por um médico, pois diferentes mulheres têm diferentes necessidades, e um mesmo medicamento pode ser ótimo para uma pessoa mas causar efeitos colaterais indesejáveis em outra.
Métodos não hormonais
- Camisinha masculina: deve ser usada pelo homem durante a relação e protege de doenças sexualmente transmissíveis.
- Camisinha feminina: usada pela mulher durante a relação, protege de doenças sexualmente transmissíveis. É mais cara que a masculina e mais difícil de encontrar que a mesma.
- Diafragma: funciona como um capuz recobrindo o colo uterino impedindo a entrada dos espermatozóides no útero. É necessário medir o diâmetro adequado para cada mulher pelo ginecologista antes de comprá-lo. Deve ser usado associado a geléia espermicida para aumentar sua eficácia. É reutilizável. Não protege de doenças sexualmente transmissíveis.
- DIU de cobre: trata-se de um dispositivo em forma de “T” colocado na cavidade uterina que age impedindo a passagem dos espermatozóides para dentro do útero. A colocação é feita pelo médico e é dolorosa mas normalmente bem tolerada pelas mulheres. Sua duração varia entre 5 a 10 anos dependendo do modelo. Não protege de doenças sexualmente transmissíveis.
- Tabelinha: é um método pouco confiável, onde o casal evita a ejaculação intravaginal no período fértil do ciclo da mulher. Como a ovulação pode ser alterada por diversos fatores como stress, mudança na alimentação, viagens, etc, o índice de falha é alto.
Métodos hormonais
- Pílula: é o método hormonal mais utilizado no mundo, e consiste em comprimidos contendo doses variadas de hormônios que impedem a ovulação. Os comprimidos devem ser ingeridos diariamente, podendo ou não ser feita uma pausa entre uma cartela e outra de pílula. Exitem pílulas de diferentes tipos de hormônio e em diferentes doses, visando adequar-se a diferentes tipos de usuárias.
- Adesivo (Evra): consiste em um adesivo que ao ser grudado na pele libera os hormônios estrogênio e progesterona semelhantes aos da pílula. Deve ser trocado semanalmente e a cada três semana faz-se uma pausa de uma semana antes de iniciar a nova cartela de adesivos.
- Anel vaginal (Nuvaring): trata-se de um anel flexível que ao ser introduzido na vagina libera os hormônios estrogênio e progesterona. Deve ser utilizado por 21 dias, quando é retirado para pausa ou para introdução de novo anel.
- Injeção Mensal: injeta-se hormônio via intramuscular uma vez ao mês.
- Injeção trimenstral: aplicação intramuscular do hormônio progesterona, realizada uma vez a cada três meses. Comumente a usuária deste método fica sem menstruar durante o uso do mesmo.
- Implante (Implanon): trata-se de um pequeno bastão semelhante a um palito de fósforo que é colocado no braço logo abaixo da pele e libera progesterona. É inserido utilizando-se pequena quantidade de anestésico local e dura três anos. Parte das usuárias fica sem menstruar durante o uso do implante, parte tem sangramentos irregulares.
- DIU com progesterona (Mirena): é uma estrutura em forma de “T” colocada na cavidade uterina e nela libera o hormônio progesterona. A colocação é feita pelo médico e é dolorosa, mas normalmente bem tolerada pelas mulheres. Sua duração é de cinco anos. A maior parte das usuárias fica sem menstruar ou menstrua muito pouco durante a utilização do Mirena. É altamente indicado para mulheres que sofrem com cólilcas pré menstruais intensas, ou que têm fluxo menstrual abundante.
- Pílula do dia seguinte: feita de progesterona, pode ser encontrada em apresentações de um ou dois comprimidos. É um método de emergência e não para ser usado de rotina. Deve ser tomada em até três dias da relação, mas preferencialmente nas primeiras vinte e quatro horas.
Os métodos hormonais não protegem para doenças sexualmente transmissíveis.
