Rinoplastia

A cirurgia plástica do nariz visa estabelecer ou restabelecer o equilíbrio estético entre aquele orgão e o restante da face. Não existe, nem deve ser tentado obter “um nariz padrão de plástica”; cada rosto é um rosto, com sua individualidade, e como tal deve ser respeitado. A melhor forma e a possibilidade técnica de realização da cirurgia deve ser objeto de discussão pré-operatória entre paciente e cirurgião.
A rinoplastia é realizada, na maioria das vezes, por incisões internas no nariz, não deixando, portanto, cicatrizes externas. Apenas em casos de exceção há a necessidade de pequenas cicatrizes externas, ainda assim pouco perceptíveis.
Em virtude de sua particularidade de irrigação sangüínea, o nariz demora a apresentar um resultado definitivo pós-cirurgia. Por exemplo, a ponta nasal só começará a ter definição a partir de um ano da intervenção. Isto quer dizer que um nariz ótimo logo após a cirurgia, poderá ser pequeno ou fino demais no futuro.
O importante é conversar com o cirurgião antes; assim, toda a evolução poderá ser prevista e, portanto, não causará sustos.
Com muita freqüência a plástica nasal envolve fraturas ósseas, o que faz com que se utilize um plástico moldável como imobilizador por um período de 5 a 8 dias, dependendo do tipo de fratura e da consolidação óssea.
O edema inicial dura em torno de 3 dias; após a retirada da imobilização, é comum que o “inchaço” piore por um ou dois dias para, então, lentamente ir diminuindo, até que por volta de um mês, o aspecto do nariz esteja muito aceitável. Em torno do sexto mês, os desenhos anatômicos já estarão se definindo.
A plástica do nariz não interfere na função respiratória, mas não é raro que as pessoas sintam uma certa facilidade de respirar após a mesma, por vezes diminuindo as crises de rinite alérgica.
Quando houver um desvio de septo associado, este poderá ser tratado concomitantemente, ou em outra ocasião, dependendo da conveniência.
O resultado de uma rinoplastia é definitivo. Caso ocorram imperfeições, estas poderão ser corrigidas através de retoques cirurgicos tardios.
A cirurgia pode ser realizada sob anestesia local, anestesia local com sedação superficial e anestesia geral. Nas duas primeiras condições é possível a realização em clínica ou hospital; na terceira, só em hospital.
Em caso de anestesia local, o(a) paciente fica em observação por 2 ou 3 horas; após anestesia geral, a observação é mais prolongada, em torno de 10 horas.
Após a cirurgia, é, com freqüência, necessária a colocação de um tampão de gaze nas narinas, que ficará, dependendo do objetivo ( só limpeza ou para manter as estruturas em posição ), de algumas horas a até 3 dias.
Às vezes utiliza-se uma esponja com um pequeno tubo central, para facilitar a respiração.
É comum um sangramento por até dois dias. O “inchaço” pode acometer a fronte e as pálpebras, melhorando progressivamente após o terceiro dia. Por vezes há um sangramento conjuntival, que não enseja maiores preocupações. Os arroxeados costumam desaparecer até o 10o dia.
Pontos só são retirados se houve a necessidade de incisões externas.
O pós-operatório é praticamente indolor. É necessário dormir com a face voltada para cima por 3 semanas.
Sol de rua após 3 dias. Exercícios intensos após 25 dias, e banhos de sol apenas após 45 a 60 dias.
É comum a ansiedade após a cirurgia, em virtude dos edemas e equimoses; afinal, toda pessoa que se opera anseia por estar bem, e o pós-operatório, por vezes, não é nada animador.
PACIÊNCIA!! TUDO SE RESOLVERÁ A CONTENTO!!!
É só dar tempo ao Tempo.

RECOMENDAÇÕES SOBRE AS RINOPLASTIAS

PRÉ-OPERATÓRIAS:

Informar o cirurgião sobre qualquer medicamento de que faz uso freqüente.
Não tomar aspirina ou arnica no pré-operatório. Aumenta o sangramento!
Evitar bebidas alcoólicas e refeições lautas na véspera.
Em caso de anestesia geral, OBSERVAR JEJUM ABSOLUTO NAS 9 HORAS QUE ANTECEDEM A CIRURGIA.
Em caso de anestesia local pura, ou local com sedação superficial, fazer desjejum leve, porém adoçado, para evitar queda de açúcar no sangue.

PÓS-OPERATÓRIAS:

Tomar a medicação prescrita nos horários indicados.
Trocar o curativo externo tantas vezes quantas forem necessárias.
Após a retirada dos tampões, lavar as narinas com soro fisiológico ou com Rinossoro infantil.
Cuidados especiais com a imobilização: evitar umidade excessiva. Ao tomar banho, evitar o jato do chuveiro na face; ao lavar os cabelos, fazê-lo como se estivesse na cabeleireira, com auxílio de alguém.
Caso molhe o plástico, seque-o com secador no vento frio ou ventilador.
Evitar sol, vento, alterações bruscas de temperatura, nos 3 primeiros dias.
Não usar óculos apoiados no nariz, até que isto seja autorizado; em caso de necessidade, prender os óculos com uma fita de esparadrapo microporoso à fronte.
Não se preocupar com as formas intermediárias do nariz nas diversas fases; são consequências do edema.
Quando houver a formação de crostas nas narinas, limpá-las cuidadosamente com cotonete embebido em vaselina líquida.