Lipoaspiração

A cirurgia de lipoaspiração é QUASE um milagre, mas não o é. Desde a sua criação, tornou-se possível a solução de problemas antes irresolvíveis. As razões de seus eventuais insucessos estão, no mais das vezes, na indicação inadequada do procedimento, ou na expectativa exagerada do resultado.
Hoje, com a experiência acumulada desde o advento da lipoaspiração, pode-se prever, com razoável chance de certeza, o resultado provável para cada caso. É importante que se tenha em mente que tudo é uma relação conteúdo/continente: a gordura, o conteúdo; a pele, o continente. Diminuindo-se o conteúdo ( pela lipoaspiração ), temos que contar com a retração do continente ( a pele ), para alcançarmos o fim almejado.
Pelo exposto acima, já se pode concluir que peles muito flácidas ou lipoaspirações de quantidades excessivas, levarão a uma situação de desbalanço entre os dois fatores.
A pele tem uma capacidade de acomodação imediata e outra tardia; é com o que contamos na lipoaspiração; caso as adaptações não ocorram, só nos restará a cirurgia de retirada dos excessos de pele que não se acomodaram, com possível prejuízo estético.
A lipoaspiração, dependendo da área a ser tratada, poderá ser realizada sob anestesia local, peridural ou geral. O que determina a necessidade de uma ou de outra anestesia, além da eventual opção por parte do(a) paciente, é a superfície que necessita ser anestesiada.
Quando a lipoaspiração é o único procedimento a ser realizado, basta, normalmente, um dia de internação, mesmo nos casos maiores; com freqüência, interna-se pela manhã e a alta é dada à noite. Quando a anestesia utilizada é a local, o procedimento é puramente ambulatorial, com permanência máxima de 3 horas na clínica ou hospital.
Os curativos utilizados nada mais são do que compressões localizadas sôbre as áreas aspiradas ( meias-calças, cintas-calças, modeladores; por vezes, nem isso ); o tempo de uso é até a resolução do processo dos “inchaços” e “arroxeados”, o que ocorre por volta de 20 a 30 dias; a partir daí poderão ser liberados os exercícios e os banhos de sol.
Em geral, após 2-3 dias do procedimento, as pessoas podem retomar suas atividades habituais, já que a dor, no pós-operatório, é considerada de moderada intensidade, cedendo com analgésicos comuns. Vale lembrar que, se realizada sob anestesia local, não há necessidade de afastamento da maioria dos afazeres.
O que é fundamental que se compreenda sôbre lipoaspiração é que ela está indicada SÒMENTE PARA TRATAMENTO DE GORDURAS LOCALIZADAS, que são acúmulos de tecido gorduroso em determinadas áreas, que não sofrem alterações expressivas com as variações de peso ( às vezes são até mais nítidos quando se emagrece ), e que têm um componente hereditário freqüente. Estas áreas sempre têm uma espessura maior do que as áreas que as circundam.
A lipoaspiração pode ser executada utilizando-se um aparelho que cria um vácuo intenso ( lipoaspirador ), ou conectando-se a cânula a uma seringa que, tendo o seu êmbolo puxado, vai criar uma pressão negativa bastante controlável pela mão do cirurgião.
A este procedimento com seringa, costuma-se dar o nome de LIPOESCULTURA.

ÁREAS FREQÜENTES DE GORDURA LOCALIZADA:
Submento ( “queixo duplo” ): tratada por uma pequena incisão sob o queixo, por onde penetra uma pequena cânula de lipoaspiração.
Dorso ( “asas” ): tratada através de pequena incisão no meio das costas.
Abdome superior ( “estômago” ): tratado através de duas pequenas incisões entre os pelos pubianos ou de uma dentro do umbigo, dependendo da anestesia.
Abdome inferior ( “barriga” ): o mesmo prcedimento descrito acima.
Região sacral: tratada através de uma pequena incisão entre os glúteos.
Flancos do abdome ( “pneus” ): tratados através de duas pequenas incisões ao lado da coluna, ou em outra localização; ocasionalmente de uma única, entre os glúteos.
Laterais das coxas ( “culotes” ): tratados através de duas incisões logo abaixo das nádegas ( uma para cada lado), e de outras duas nas laterais das coxas ( também uma para cada lado ).
Face interna das coxas:uma incisão de cada lado.
Pré-axilar: uma incisão de cada lado.
Joelhos: tratados por pequena incisão na parte posterior de cada um.
Ginecomastia ( “mamas masculinas” ): tratada através de pequena incisão no limite posterior da mama desenvolvida.

Os edemas ( “inchaços” ) após lipoaspiração levarão, dependendo da área tratada, de 4 a 8 meses para desaparecer por completo. Podem, mesmo, levar mais tempo.
A pele poderá levar 1 ano para apresentar uma completa acomodação, havendo, inclusive, casos que, após 3 ou 4 anos, chegaram a uma adaptação ideal.

RECOMENDAÇÕES SOBRE AS LIPOASPIRAÇÕES

PRÉ-OPERATÓRIAS:
Informar o cirurgião sobre qualquer medicamento de que faz uso freqüente.
Não tomar aspirina ou arnica no pré-operatório. Aumenta o sangramento!
Evitar bebidas alcoólicas e refeições lautas na véspera.
Em caso de anestesia geral, peridural ou local com sedação profunda, OBSERVAR JEJUM ABSOLUTO NAS 9 HORAS QUE ANTECEDEM A CIRURGIA.
Em caso de anestesia local pura, ou local com sedação superficial, tomar desjejum leve, porém adoçado, para evitar queda de açúcar no sangue.
Levar a cinta ou malha compressiva, quando indicado, à Clínica ou Hospital.

PÓS-OPERATÓRIAS:
Tomar a medicação prescrita nos horários indicados.
Trocar os curativos tipo “Band-Aid” diariamente; retirá-los antes do banho, e colocá-los após.
Usar a meia-calça, cinta-calça, faixa ou modelador permanentemente, durante o período indicado, caso seja.
Usar creme hidratante em toda a área lipoaspirada 2 vezes ao dia, após a primeira semana.
Não fazer exercícios intensos por 20 dias.
Não tomar banhos de sol enquanto não clarearem as manchas roxas.
Evitar alterações bruscas de temperatura por 5 dias.
Não se impressionar com as alterações de forma que ocorrerão no pós-operatório.
É comum o aparecimento de nódulos endurecidos após 20-30 dias da cirurgia.
Eles desaparecerão.
PACIÊNCIA!!! TUDO SE RESOLVERÁ COM O TEMPO!